25-27 octubre 2017
Dos Sedes: Aulario "José Luis Massera" / Aulario Área Social y Artística
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Contribution Presentación oral

Educación superior, política y sociedad

A internacionalização do ensino superior: estratégias e desafios das universidades

Contenido

Algumas universidades têm-se proposto a discutir seus projetos político-pedagógico e a delinear seus planos de desenvolvimento institucional em sintonia com as transformações sociais e seus reflexos no ensino superior. Dentre essas universidades, tomamos duas Universidades Federais situadas no sul do Brasil – uma delas localiza-se no extremo sul do país (Ua) e a outra em uma região de fronteira (Ub) – que estão incorporando e implementando programas governamentais de expansão e internacionalização do ensino superior. Refletir sobre o movimento dessas Instituições no contexto da implementação do processo de internacionalização foi o foco da pesquisa que realizamos. O objetivo foi conhecer quais as concepções, desafios e ações que estão presentes nas expressões dos gestores e como essas Instituições tem lidado com esse processo em geral. Cabe salientar que a Ua é uma Instituição “antiga” e consolidada com abrangência na região e reconhecida em nível nacional enquanto que Ub é uma Instituição criada no contexto da expansão e interiorização da educação superior sendo considerada uma Universidade “nova” em processo de consolidação e ampliação. A pesquisa contou com quatro sujeitos – pró-reitores das Universidades – que responderam a uma entrevista semiestruturada realizadas durante o período de maio/2014 a maio de 2015. Os dados obtidos foram analisados à luz dos estudos de Knight (2004, 2011, 2014) e Morosini (2006, 2011) dentre outros. Através das entrevistas foi possível perceber que há empenho por parte da gestão em promover discussões sobre a internacionalização enquanto política institucional. Há destaque ao estabelecimento de parcerias no contexto “sulino” e ao desenvolvimento regional como resultado da internacionalização. É interessante considerar que estes dois movimentos, um oriundo da Ua e outro da Ub, representam estágios distintos no processo de internacionalização destas instituições, que podem estar intimamente relacionado com o fato de a Ub ser instituída em meio ao discurso da necessidade das universidades brasileiras participarem ativamente no processo de internacionalização, enquanto a Ua buscava alternativas para se enquadrar na demanda proposta de internacionalização. Foi observado que algumas razões para internacionalizar apontadas por Knight (2004) aparecem, de alguma forma, expressas nas respostas dos gestores entrevistados mesmo que as vezes não tenha sido de forma explícita. Entendemos que as parcerias dentro do contexto “sulino” seriam a forma de conseguir, além do desenvolvimento regional frente à formação qualificada dos profissionais, uma maneira de competir no mercado que é cada vez mais seletivo, além de promover o desenvolvimento de cada país envolvido, a partir dos acordos de cooperação firmados. Não é possível negar que existe forte influência no sentido da internacionalização acontecer no sentido Sul-Norte. A ênfase foi sobre a necessidade de incorporar em seus projetos aspectos ligados a internacionalização. Tornou-se claro que entender o que significa internacionalizar é condição essencial nesse movimento para que possa ser contemplado nos projetos institucionais. Foram apresentadas algumas ideias sobre o que é a internacionalização que merecem mais discussões no âmbito da comunidade acadêmica sob o risco desse processo ser entendido apenas como um processo de mobilidade acadêmica.

referências KNIGHT, J. Five miths about Internacionalization. International Higher Education, Chestnut Hill, n. 62. 2011. ___. Universidades apostam na internacionalização. [9 de julho, 2014]. Porto Alegre: Revista Extra Classe. Entrevista concedida a Grazieli Gotardo.

MOROSINI, M. C. Estado do conhecimento sobre internacionalização da educação superior: conceitos e práticas. Educar, Curitiba, n. 28, 2006.